segunda-feira, 4 de maio de 2009

UFMG Discute Homofobia na Educação

A escola está preparada para lidar com a diversidade sexual em sala de aula? Esse foi um dos temas que orientou o Seminário de Encerramento do Projeto Educação Sem Homofobia, que ocorreu no último dia 30 de abril, na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais UFMG. Contagem marcou presença no evento.

Para o secretário de Educação e Cultura de Contagem, Lindomar Diamantino Segundo, os educadores contagenses estão preparados para a empreitada. “Nossa cidade foi marcada pelas desigualdades sociais por muitos anos. Essa realidade está mudando já que estamos aptos para dar continuidade a esse debate”, disse.

O Seminário contou com a mesa-redonda “Projetos de combate à homofobia na educação”, da qual participaram o professor Alexandre Bortolini, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Fernando Pocahy, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e o pesquisador do INEP Rogério Junqueira. Foram promovidas também rodas de conversas entre representantes dos movimentos LGBT Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, além de professores e dirigentes escolares. Em seguida, houve uma sessão comentada de cinema. O seminário encerrou o primeiro curso de capacitação do Projeto Educação Sem Homofobia.

O Educação Sem Homofobia ocorreu de abril a dezembro de 2008, em Belo Horizonte, na UFMG. Atendeu aproximadamente 240 professores das redes municipais de educação de Belo Horizonte e Contagem e funcionou como um curso de capacitação. Foram abordados temas como direitos sexuais, identidade de gênero e movimento LGBT. Coordenado pelo Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG (NUH), o projeto foi anunciado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação Secad/MEC.

Contudo, o objetivo do curso foi colocar o tema das homossexualidades e das transexualidades no centro do processo de formação de alunos e educadores e apontar para a importância da universidade repensar suas práticas e formas de ensino à luz dos direitos humanos e sexuais”, informa o coordenador-geral do projeto, Marco Aurélio Máximo Prado, professor do curso de psicologia da UFMG e pesquisador do NUH.

2 comentários:

  1. Homofobia = Medo do diferente, o problema é que na maioria das vezes esse medo é aflorado de forma violenta

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  2. É isso aí companheiro Ivanil. Mtas vezes esse "medo" é demonstrado de forma violeta aí mora a homofobia(crime). Contudo, estamos no século XXI e n podemos permitir esse tipo de preconceito em nossas escolas, lares, rodas de amigos e outros.

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